ESTRESSE E COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: estudo com empregados de uma fundação vinculada a uma universidade federal

|ESTRESSE E COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: estudo com empregados de uma fundação vinculada a uma universidade federal

ESTRESSE E COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: estudo com empregados de uma fundação vinculada a uma universidade federal

Título:  ESTRESSE E COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: estudo com empregados de uma fundação vinculada a uma universidade federal

 

Autor:   Daniel Lima Carneiro

 

Tipo de Trabalho de Conclusão: DISSERTAÇÃO

Data da Defesa:  20 de novembro de 2019

 

RESUMO: Este estudo teve como objetivo descrever a relação entre os fatores potencialmente causadores de estresse e o comprometimento de empregados de uma Fundação vinculada a uma instituição federal de ensino da Zona da Mata mineira. Em termos metodológicos, foi realizada uma pesquisa do tipo descritiva com abordagem quantitativa, tendo como método de pesquisa o estudo de caso, com o emprego de questionário como técnica para o levantamento de dados. Para avaliar fatores de pressão no trabalho, sintomas físicos e mentais e estratégias de combate ao estresse ocupacional, configurou-se o instrumento de coleta de dados por escalas de frequência do tipo Likert, tendo como referência o modelo de estresse ocupacional de Cooper, Sloan e Williams (1988) e o construto relacionado ao tipo de vínculo organizacional, o que influencia na decisão do indivíduo de permanecer ou não na organização. Na concepção de Meyer e Allen (1991), essa influência se dá em diferentes dimensões, denominadas afetivas, instrumentais e normativas. Foram aplicados 162 questionários a uma população de 250 empregados pertencentes a três setores da empresa (Administração, Supermercado e Laticínio). Em relação às variáveis demográficas, ocupacionais e de hábitos de vida, evidenciou-se que os sujeitos da pesquisa são, em sua maioria, do sexo feminino, com idade de até 35 anos, solteiros, com graduação completa, sem filhos, com até cinco anos de serviço na instituição, com jornada laboral de 40 horas semanais, não fumam, não trabalham nos finais de semana e feriados, fazem uso de bebida alcoólica – variando de “às vezes” a “frequentemente” – e realizam exames de saúde anualmente. Ao investigar as seis tipologias de estressores causadoras de fontes de pressão como os fatores intrínsecos ao trabalho, concluiu-se que o papel gerencial; o inter-relacionamento; o desenvolvimento na carreira, estrutura e clima organizacional; e a interface casa e trabalho constituem fonte de pressão leve para os trabalhadores pesquisados. Em relação aos sintomas físicos e mentais, a pesquisa apontou presença leve desses sintomas entre os pesquisados. Todavia, em uma análise global, os dados evidenciaram que os indicadores mais graves associados aos sintomas mentais se relacionam ao nervosismo acentuado e à ansiedade. Já os sintomas físicos se relacionam a dor nos músculos do pescoço, comer mais do que o usual e dor de cabeça. Quanto às estratégias de combate ao estresse ocupacional para lidar com as fontes potenciais de pressão no trabalho, verificou-se que elas são utilizadas moderadamente pelos pesquisados. Quanto às variáveis de comprometimento organizacional, constatou-se uma situação de alto comprometimento afetivo, e as demais dimensões (normativa, instrumental e geral) apresentaram uma situação intermediária entre baixo e alto comprometimento organizacional. Na análise bivariada, os fatores de comprometimento organizacional, fatores de pressão no trabalho, sintomas físicos e mentais e as estratégias de combate ao estresse ocupacional dos empregados são correlacionados com os seus dados demográficos e ocupacionais. No que tange à faixa etária, constatou-se diferença significativa de escores em três fatores, assim como maior comprometimento de empregados com mais de seis anos na organização, aqueles com idade acima de 41 anos e os possuidores de mão de obra menos qualificada. Diante dos resultados e pela análise de regressão múltipla, pode-se concluir que há relação entre o estresse ocupacional e o comprometimento organizacional.

 

Palavras-chave: Estresse ocupacional. Fundação pública. Pressão no trabalho. Comprometimento organizacional.

 

ABSTRACT: The objective of this study was to describe the relationship between the potentially stressful factors and the commitment of employees of a foundation linked to a federal educational institution in Zona da Mata Minas Gerais. In methodological terms, a descriptive research with quantitative approach was carried out, using the case study as a research method, by means of a questionnaire as a technique for data collection. In relation assessment of work pressure factors, physical and mental symptoms, and strategies to combat occupational stress, the Likert-type frequency scale data collection instrument was configured, based on the model of occupational stress of Cooper, Sloan and Williams (1988) and the construct related to the type of organizational bond, which influences the decision of the individual to remain or not in the organization. According to the conception of Meyer and Allen (1991), this influence occurs in different dimensions, named affective, instrumental and normative. The study applied 162 questionnaires to a population of 250 employees belonging to three sectors of the company (Administration, Supermarket and Dairy). Regarding demographic, occupational and lifestyle variables, it was evidenced that the research subjects are mostly female, aged up to 35 years old, single, with full degree, no children, with up to five years of service at the institution, working 40 hours a week, do not smoke, do not work on weekends and holidays, make use of alcohol – ranging from “sometimes” to “often” – and perform health checks annually.  By investigating the six typologies of stressors that cause pressure sources as intrinsic factors to work, it was concluded that the managerial role; the interrelationship; career development, structure and organizational climate; and home- work interface are a source of light pressure for the workers surveyed. Regarding the physical and mental symptoms, the study indicated a slight presence of these symptoms among those that were investigated. However, in a global analysis, the data showed that the most severe indicators associated with mental symptoms are related to marked nervousness and anxiety. On the other hand, the physical symptoms are related to neck muscle pain, eating more than usual and headache. As for strategies to combat occupational stress to deal with potential sources of pressure at work, it was found that they are used moderately by respondents. Regarding the organizational commitment variables, it was found a situation of high affective commitment, and the other dimensions (normative, instrumental and general) presented an intermediate situation between low and high organizational commitment. In the bivariate analysis, the organizational commitment factors, work pressure factors, physical and mental symptoms, and strategies to combat employees’ occupational stress are correlated with their demographic and occupational data. Regarding the age group, there was a significant difference in scores on three factors, as well as greater commitment of employees over six years in the organization, those over 41 years old and those with less qualified labor. Given the results and the multiple regression analysis, it can be concluded that there is a relationship between occupational stress and organizational commitment.

 

Keywords: Occupational Stress. Public Foundation. Pressure at work. Organizational commitment.

 

RESUMEN: Este estudio tuvo como objetivo describir la relación entre los factores potencialmente estresantes y el compromiso de los empleados de una Fundación vinculada a una institución educativa federal en la Zona da Mata Minas Gerais. En términos metodológicos, se realizó una investigación descriptiva con enfoque cuantitativo, teniendo como método de investigación el estudio de caso, utilizando un cuestionario como técnica para la recolección de datos. Para evaluar los factores de presión laboral, los síntomas físicos y mentales, y las estrategias para combatir el estrés ocupacional, se configuró el instrumento de recolección de datos de escala de frecuencia tipo Likert, basado en Cooper, Sloan y Williams (1988) y el constructo relacionado con el tipo de vínculo organizacional, que influye en la decisión del individuo de permanecer o no en la organización. En la concepción de Meyer y Allen (1991), esta influencia se produce en diferentes dimensiones, llamadas afectivas, instrumentales y normativas. Se aplicaron 162 cuestionarios a una población de 250 empleados pertenecientes a tres sectores de la empresa (Administración, Supermercado y Lechería). Con respecto a las variables demográficas, ocupacionales y de estilo de vida, se evidenció que los sujetos de investigación son en su mayoría mujeres, de hasta 35 años, solteras, graduación completa, sin hijos, con hasta cinco años de servicio en la institución, trabajando 40 horas a la semana, no fume, no trabaje los fines de semana y días festivos, use alcohol, que varía de “a veces” a “a menudo”, y realice controles de salud anualmente. Al investigar las seis tipologías de estresores que causan que las fuentes de presión actúen como factores intrínsecos, se concluyó que el rol directivo; la interrelación desarrollo profesional, estructura y clima organizacional; y la interfaz del hogar y el trabajo son una fuente de presión ligera para los trabajadores encuestados. Con respecto a los síntomas físicos y mentales, la investigación indicó una ligera presencia de estos síntomas entre los investigados. Sin embargo, en un análisis global, los datos mostraron que los indicadores más severos asociados con los síntomas mentales están relacionados con un marcado nerviosismo y ansiedad. Los síntomas físicos están relacionados con dolor muscular en el cuello, comer más de lo normal y dolor de cabeza. En cuanto a las estrategias para combatir el estrés laboral para hacer frente a las posibles fuentes de presión en el trabajo, se encontró que los encuestados las utilizan moderadamente. Con respecto a las variables de compromiso organizacional, se encontró una situación de alto compromiso afectivo, y las otras dimensiones (normativa, instrumental y general) presentaron una situación intermedia entre un compromiso organizacional bajo y alto. En el análisis bivariado, los factores de compromiso organizacional, los factores de presión laboral, los síntomas físicos y mentales, y las estrategias para combatir el estrés ocupacional de los empleados se correlacionan con sus datos demográficos y ocupacionales. Con respecto al grupo de edad, encontramos una diferencia significativa en los puntajes en tres factores, así como un mayor compromiso de los empleados de más de seis años en la organización, los mayores de 41 años y aquellos con mano de obra menos calificada. Dados los resultados y el análisis de regresión múltiple, se puede concluir que existe una relación entre el estrés ocupacional y el compromiso organizacional.

 

Palabras clave: Estrés ocupacional. Fundación pública Presión en el trabajo. Compromiso organizacional.

 

Área de Concentração: Organização e Estratégia

 

Linha de Pesquisa: Relações de Poder e Dinâmica das Organizações

 

Problema de Pesquisa: “Em que nível os fatores potenciais de estresse influenciam o comprometimento dos empregados de uma Fundação de apoio a uma IES pública?”

 

Banca Examinadora

Orientador: Prof. Dr. Luiz Carlos Honório – Docente

Prof. Dr. Luciano Zille Pereira – Docente

Prof. Dr. Anderson de Souza Sant’Anna – Participante Externo

 

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