ESTRESSE NO TRABALHO: estudo da equipe de enfermagem da unidade de pronto atendimento localizada no município de Brumadinho-MG

|ESTRESSE NO TRABALHO: estudo da equipe de enfermagem da unidade de pronto atendimento localizada no município de Brumadinho-MG

ESTRESSE NO TRABALHO: estudo da equipe de enfermagem da unidade de pronto atendimento localizada no município de Brumadinho-MG

Autor:  Marcos Paulo Campos Gonçalves

Tipo de Trabalho de Conclusão: DISSERTAÇÃO

Data da Defesa:  11/10/2017

Resumo: O objetivo deste estudo consistiu em identificar e descrever as manifestações de estresse no trabalho da equipe de enfermagem que atua na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada na cidade de Brumadinho-MG. Em termos metodológicos, a pesquisa constitui-se em um estudo descritivo de abordagem qualitativa, por meio de estudo de caso. Foram entrevistados 16 profissionais de enfermagem, sendo oito enfermeiros e oito técnicos de enfermagem. Para a análise do estresse ocupacional, foi utilizado o Modelo Teórico de Explicação do Estresse Ocupacional (MTEG), desenvolvido e validado por Zille (2005), adaptado para este estudo. A análise dos dados teve como referência a técnica de análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que a grande maioria dos entrevistados apresentou estresse, variando de leve/moderado a muito intenso. As principais fontes de tensões identificadas no ambiente de trabalho foram conflitos com a equipe e relacionamento interpessoal; falta de material, equipamento e infraestrutura; sobrecarga de trabalho; excesso de responsabilidade; política e poder; número insuficiente de profissionais na equipe de enfermagem; convívio com o sofrimento; acúmulo de vínculos empregatícios e relacionamento desgastante com a classe médica. Os principais sintomas de estresse identificados nestes profissionais foram ansiedade; nervosismo; insônia; angústia; dor de cabeça por tensão; dor nos músculos do pescoço e ombros; fadiga e irritabilidade. Identificaram-se os seguintes indicadores que impactam o trabalho destes profissionais: vida pessoal e social; fuga das responsabilidades de trabalho; desgastes nos relacionamentos interpessoais; desmotivação com o trabalho e diminuição da produtividade e da qualidade do trabalho. Os mecanismos de defesa mais utilizados pelos profissionais de enfermagem para enfrentar as situações tensionantes foram pausa durante as atividades do trabalho; experiência para a resolução de dificuldades no trabalho; isolamento; realização de atividade física regular; contato com a natureza e apoio social. Foi possível constatar que os profissionais técnicos de enfermagem apresentam maior ocorrência de estresse se comparado com os profissionais enfermeiros. Também foi possível constatar que a maioria dos profissionais manifestou estresse leve a moderado, porém o agravamento dos fatores estressores pode levar ao aumento do nível de estresse e consequente comprometimento das capacidades psíquicas e físicas. Constatou-se também que os principais fatores para responsáveis pelo desencadeamento de níveis de estresse mais elevado estão relacionados a conflitos interpessoais e ao excesso de carga horária de trabalho. Quanto aos sintomas, observou-se que o pânico está presente na maioria dos indivíduos com manifestação crônica de estresse. Quanto aos indicadores de impacto no trabalho, estes, que em sua maioria, estão relacionados a insatisfação e desmotivação da classe com o trabalho. Por fim, na visão dos entrevistados que apresentavam ausência de estresse, os mecanismos de defesas mais importantes foram organização e planejamento do trabalho, comunicação eficaz e gostar do que faz.

Palavras-chave: Estresse ocupacional. Profissionais de enfermagem. Enfermeiros. Técnicos de enfermagem. Unidade de Pronto Atendimento.

Abstract: The objective of this study was to identify and describe the manifestations of stress in the work of the nursing team that works in the Emergency Care Unit (UPA) located in the city of Brumadinho-MG. In methodological terms the research constitutes a descriptive study of a qualitative approach through a case study. Sixteen nursing professionals were interviewed, being eight nurses and eight nursing technicians. For the analysis of occupational stress was used the Theoretical Model of Explanation of Occupational Stress (MTEG), developed and validated by Zille (2005), adapted for this study. The analysis of the data had as reference the technique of content analysis. The results showed that the great majority of respondents presented stress ranging from mild to moderate to very intense. The main sources of tensions identified in the work environment were conflicts with the team and interpersonal relationship; lack of equipment, equipment and infrastructure; work overload; excessive responsibility; politics and power; insufficient number of professionals in the nursing team; living with suffering; accumulation of employment links and exhausting relationship with the medical profession. The main stress symptoms identified in these professionals were anxiety; nervousness; insomnia; anguish; tension headache; pain in the muscles of the neck and shoulders; fatigue and irritability. It was also identified the following indicators that impact on the work of these professionals: personal and social life; escape from work responsibilities; weariness in interpersonal relationships; demotivation with work; productivity and quality of work. The defense mechanisms most used by nursing professionals to deal with stressful situations were pauses during work activities; experience to solve difficulties at work; isolation; regular physical activity; contact with nature and social support. It was possible to verify: nursing professionals present a higher occurrence of stress when compared with nursing professionals; most of the professionals showed mild to moderate stress; the aggravation of the stressors can lead to an increase in the level of stress and consequent impairment of the psychic and physical capacities; the main factors for triggering higher levels of stress are related to interpersonal conflicts and overtime; as for the symptoms, it was observed that panic is present in the majority of individuals with chronic manifestation of stress. Regarding the indicators of impact on the work, it was possible to verify that, in the majority, they are related to the dissatisfaction and demotivation of the class with the work. Finally, it was found that in the view of the interviewees who presented absence of stress, the most important defense mechanisms were the organization and planning of work, effective communication and liking what they do.

Key words: Occupational stress. Nursing professionals. Nurses. Nursing technicians. Early Care Unit.

Área de Concentração: Organização e Estratégia.

Linha de Pesquisa: Relações de Poder e Dinâmica das Organizações

Problema de Pesquisa: “Quais são as manifestações de estresse no trabalho da equipe de enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada na cidade de Brumadinho-MG?”

Banca Examinadora

Orientador: Prof. Dr. Luciano Zille Pereira

Prof.ª Dr.ª Maria Elizabeth Antunes Lima – Docente

Prof.ª Dr.ª Zélia Miranda Kilimnik– Participante Externo

 

BAIXAR ARQUIVO  –  ESTRESSE NO TRABALHO – MARCOS PAULO CAMPOS GONÇALVES – 27 OUT 2017 (1)

 

2017-11-06T17:58:10+00:0006.11.2017|Dissertação|